Lipoenxertia

QUAL O CONCEITO DA LIPOENXERTIA?

Trata-se do uso de tecido gorduroso do próprio paciente como método de preenchimento de volume para fins estéticos ou de reconstrução. Esta gordura é retirada de uma região do corpo em que exista em excesso ou em que não fará falta (área doadora). Após um preparo cuidadoso desta gordura, ela pode ser injetada em local adequado para obtenção de resultado estético ou de reparação. A grande vantagem da lipoenxertia sobre os outros métodos de preenchimento com materiais sintéticos é o fato de a gordura ser naturalmente disponível em quase todas as pessoas, ser facilmente removida ou aspirada se necessário e, quando feita de forma adequada, tem resultados potencialmente definitivos.

ESTA TÉCNICA CIRÚRGICA É INDICADA PARA QUAIS TIPOS DE CASO?

Para fins estéticos, a lipoenxertia tem sua maior aplicação na cirurgia da face, porque a gordura pode ser injetada nos sulcos e rugas faciais, região periorbital e para preenchimento de volume na face. Além do efeito de preenchimento, observa-se melhoria de rugas e da qualidade da pele. O motivo deste rejuvenescimento secundário, de acordo com estudos clínicos, dá-se porque o tecido gorduroso é rico em células-tronco adultas, que podem ter um papel importante neste processo. Entretanto, o que realmente acontece para o desenvolvimento deste efeito regenerador da pele após a lipoenxertia ainda não foi cientificamente confirmado.

Graças aos efeitos de preenchimento e regenerador da pele, a lipoenxertia vem sendo aplicada com sucesso também na cirurgia reparadora. O uso dela em locais de cicatrizes está relacionado à melhoria de áreas de depressões e irregularidades da pele. Nota-se também o amolecimento e eventual clareamento do tecido cicatricial, aproximando o seu aspecto com aquele da pele normal.

A lipoenxertia pode ser realizada durante uma reconstrução facial em casos de câncer cutâneo?

O uso de enxerto gorduroso deve ser evitado em reconstruções imediatas, após a retirada de tumores malignos. Deve-se ter cuidado na manipulação de áreas não comprometidas pelo câncer durante o procedimento de retirada do mesmo. Entretanto, o enxerto de gordura pode ser usado em reconstruções tardias, ou seja, um tempo após o processo de extração do tumor. A lipoenxertia pode ser aplicada como método de reconstrução para melhorar o resultado do procedimento inicial. Para isto, o cirurgião deve ter a certeza que o câncer da pele está tratado e curado antes de realizar o procedimento.

QUAIS OS PRINCIPAIS AVANÇOS DA LIPOENXERTIA?

O principal avanço é a compreensão de que quanto menor o trauma que o adipócito (célula gordurosa) sofra durante o processo de sua retirada da área doadora e a sua enxertia (injeção), maior será o sucesso e a durabilidade do procedimento. A gordura deve ser retirada com cânulas finas de lipoaspiração (2 a 3mm de diâmetro) por meio de pequenas incisões na pele. Este tecido gorduroso é centrifugado em equipamento específico, com o objetivo de separar os adipócitos do tecido que o circunda no líquido aspirado (óleo, sangue e tecido conjuntivo). Após o preparo, apenas o tecido gorduroso centrifugado é usado. A injeção na área receptora também deve ser cuidadosa. A gordura enxertada deve estar em contato com o tecido bem vascularizado da área doadora. Injeção de grandes volumes de gordura tem maior chance de reabsorção e perda de resultado. Portanto, o cirurgião deve ter experiência para quantificar o volume de tecido que pode ser enxertado em um único procedimento.

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